Eis o resultado das interpelações feitas a alguns dos seus tripulantes e passageiros. As respostas é que não cabem na cabeça de ninguém!

Terça-feira, 16 de Novembro de 2010

Hoje de manhã tive a grata satisfação de encontrar o Osmiro, que é o comandante da Nave dos Loucos. Devido aos seus afazeres não é fácil vê-lo por aí, mas hoje aconteceu. Por isso, aproveitando um momento em que ele parecia estar disponível, aproximei-me e, indo directamente ao assunto, perguntei-lhe o seguinte: Olha lá, tu achas que a alma gémea existe?

 

 

Osmiro, o comandante, a fazer o seu yogazinho

 

Osmiro, olhou para mim com certa estupefacção, virou o olhar para o horizonte e proferiu as seguintes palavras: Talvez sim, talvez não. Quem sabe? Talvez essa coisa da alma gémea seja uma grande treta, ou talvez outra pessoa ande por aí à tua procura, convencida de que tu és a alma gémea dela. Mas, enquanto alguns de nós passarem a vida à procura da sua alma gémea, não se encontram a si próprios! Estarão essas pessoas à espera de se completarem através de alguma coisa exterior a elas? Meu caro, a tua vida terrena, observada do ponto de vista espiritual, é como se tu estivesses numa ilha deserta. Não quer dizer que outras pessoas, com quem estabeleceste vários tipos de relações, não possam ter um papel importante na tua vida. Claro que sim. Mas qualquer análise que tu faças é como espreitares pelo buraco da fechadura; só se vês um bocadinho. Muito fica por ver. A verdade é que as coisas não são o que parecem. Repara: Tu dizes que o sol se levanta todas as manhãs no horizonte. Contudo, é a Terra é que se «inclina» para o lado contrário àquele de onde o sol parece levantar-se! Queres outro exemplo? Se o dia está nublado, dizes: «Hoje não há sol!» Mentes, pois o sol está apenas encoberto. Um terceiro exemplo: quando estás triste, deprimido e angustiado, poderás ter vontade de dizer: «Hoje não há eu». Lembra-te, porém, de que apenas uma sombra paira sobre ti. Aprende tu a elevar-te acima dela e verás todo o teu esplendor. Quando assim acontecer, para que quererás a tua alma gémea? Para que a quererás se passaste a viver completo?

 

Depois disto, foi a minha vez de olhar para o Osmiro com estupefacção. Achei que a coisa foi muito bem explicada, mas confesso que, se já estava baralhado, mais baralhado fiquei. Que outra coisa fazer então senão virar-me contra o vento e acender um cigarro?

publicado por Gerador de posts às 09:56

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