Eis o resultado das interpelações feitas a alguns dos seus tripulantes e passageiros. As respostas é que não cabem na cabeça de ninguém!

Quinta-feira, 18 de Novembro de 2010

­Esqueci-me de contar que, no sábado passado, tive uma conversa com o Korsakov, que é um dos electricistas da Nave dos Loucos. Fui apanhá-lo, sentado no chão e encostado à parede, a descarnar os fios de um ar condicionado. Perguntei-lhe logo: Sem querer interromper o teu trabalho, tu achas que o desejo de ser amado poderá ser um produto do nosso ego?

 

 

 

Korsakov, num dos seus passatempos favoritos

 

 

O Korsakov (que, segundo consta, ainda é um aparente afastado do Rimsky) pousou o alicate, pensou uns segundos e respondeu: Só há uma espécie de Amor porque não se trata de um sentimento; o Amor é uma radiação que gera sentimentos e, portanto, várias emoções. Se tu manifestares essa sublime radiação verdadeiramente, terás de aceitar até a existência daquilo que, eventualmente, te poderá prejudicar. Assim, se já vibras Amor, provas que já te descartaste daquela parte da tua estrutura que dificulta a expansão da consciência e impede o reconhecimento das leis superiores. Na Terra, o Amor foi subdividido em amor romântico, fraternal, familiar, etc., que tu manifestas direccionando-os para aqueles de quem gostas, enquanto reservas o ódio para quem te desagrada! Uma das características deste amor terreno é a mutabilidade. Ora, o que pode transformar-se rapidamente num sentimento de repulsão, pode ser muitas coisas, mas Amor é que não é. O Amor a que me refiro caracteriza-se pela constância, variando apenas o grau de intimidade que se estabelece com os outros. Todos devem de ser amados de igual modo, mesmo que trilhem caminhos desaconselháveis ou sejam até responsáveis por grandes tragédias. Meu caro, o Amor é a própria essência da vida; portanto, não tem opostos. Por isso é constante e incondicional.

 

Fiquei varado! Pensei logo na minha ex namorada e no pulha que ma roubou. Cocei as costelas e deixei o Korsakov a lidar com os seus queridos fios eléctricos. Fui apanhar ar. Nada como uma brisa fresca, principalmente se houver uma mulher bonita por perto. … O que não foi o caso.

publicado por Gerador de posts às 20:00

De Ana Martins a 19 de Novembro de 2010 às 01:11
Essa da mutabilidade do amor já me deu que pensar. Lembra-me logo daquela vez(es) que perdoo o meu "bem querer", quando este me magoa, porque gosto muito dele, mas quando ele volta a fazer algo que me desagrada, relembro logo a primeira amargura. . . Mutabilidade, não é...Hum...

De Rita Galante a 19 de Novembro de 2010 às 19:52
Se nos amarmos verdadeiramente, reconhecendo que somos entidades de luz... mais facilmente amaremos os outros, porque reconhecendo quem somos, reconheceremos os outros tal como nós somos. Se compreendermos e aceitarmos que cada um só está a desempenhar o papel que se prontificou a desempenhar aqui na Terra, dentro do grau de consciência que tem no momento, e se respeitarmos isso, começaremos a vibrar no Amor que o electricista aqui fala, naquele Amor que se escreve com letra maiúsculo, naquele Amor que não tem condições, que é altruísta, que tudo equilibra e harmoniza à sua volta... no Amor Incondicional.

Beijinhos,
Rita


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