Eis o resultado das interpelações feitas a alguns dos seus tripulantes e passageiros. As respostas é que não cabem na cabeça de ninguém!

Terça-feira, 23 de Novembro de 2010

A Aldina, que é uma das desenhadoras da Nave dos Loucos, é realmente uma senhora muito interessante. Por isso, de vez em quando, saio à sua procura para trocar impressões com ela. Foi o aconteceu no passado domingo. Desta vez não estava sentada ao estirador, mas na beira da piscina a comer batatas fritas. Quando me perguntou como é que eu me sentia, respondi: Cada vez mais baralhado! E ela: Como assim? E eu: Ouve lá, como é que podemos conhecer a distância até ao muro que nos separa de Deus?

 

 

Aldina, num momento de lazer.

 

Aldima pousou calmamente o pacote das batatas e respondeu: Bom, antes do mais, não se pode medir uma imagem. A «distância ao muro» de que falas é apenas uma forma visual para facilitar a compreensão. Na realidade, não há muro nenhum, assim como não há caminho para lá chegar. São imagens representativas de ideias, para percepcionarmos melhor o que se pretende dizer. Respondendo à tua pergunta, há indicadores que tu podes utilizar para ficares com uma ideia de quanto te falta percorrer do tal caminho que não existe! Um desses indicadores é a serenidade interna. Ou seja, aconteça lá o que te acontecer, seja uma experiência negativa, seja um episódio altamente reconfortante, tu és capaz de te manter no teu eixo de equilíbrio. Outro indicador, que decorre do que acabei de te dizer, é o grau de conflito que persiste em manifestar-se na tua vida, envolvendo as pessoas com quem estás de relações cortadas, ou aquelas que, simplesmente, não toleras. Esta conflituosidade, como é natural, pode provir de conflitos antigos, isto é, de questões que ainda estão por resolver, ou daquelas disputas que desencadeias e alimentas diariamente. Esta situação, porém, como facilmente poderás reconhecer, é particularmente estranha. Repara bem: que sentido faz investires na resolução de conflitos antigos, ao mesmo tempo que inicias outros?

 

Quando a Aldima acabou o seu discurso, fiquei calado, porque não sei que mal possa haver em esvaziar por um lado e encher pelo outro. Afinal a vida é mesmo assim. O que eu sei é que aquelas batatas fritas abriram-me o apetite. Fui ao bar comprar um pacote delas, mas não regressei à conversa; fui comê-las sozinho, sentado num recanto onde ninguém me chateasse.

publicado por Gerador de posts às 09:25

De Agostinho Santos a 24 de Novembro de 2010 às 11:50
Este é um daqueles temas, que me deixa com muita confusão!

Principalmente vendo aqueles que acham que estão no caminho! Qual caminho??

Que já tem um elevado nível vibracional, já estão mesmo junto ao muro!
Qual a bitola/escala da medida? (mm, Km ou anos-luz)!

Recebem resmas de mensagens, conselhos para dar e vender!
Eu devo andar distraído!

e ao mesmo tempo continuam a "chafurdar na maionese." (adoro esta expressão)!
No seu dia-a-dia, a fazer o que sempre fizeram!

Eu por mim, quero mesmo, é estar em TRANQUILIDADE e equilibrado ... !
Ainda devo estar muito longe ... ou talvez não .... !

É só ir mudando coisas - que é bem difícil e doloroso por vezes!


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