Eis o resultado das interpelações feitas a alguns dos seus tripulantes e passageiros. As respostas é que não cabem na cabeça de ninguém!

Quinta-feira, 25 de Novembro de 2010

Tenho de confessar que a última conversa com a Aldima deixou-me a pensar e com a sensação de que faltavam dados. Por isso, pus-me a magicar quem é que poderia esclarecer as minhas dúvidas, mesmo correndo o risco de ficar ainda mais confuso. Quando a torneira da cozinha deixou de fechar como deve ser, percebi que o Yamashita, que é um dos canalizadores da Nave dos Loucos, podia ser a solução. Chamei-o e, quando ele acabou de arranjar a torneira, contei-lhe a conversa com a Aldima. Enquanto arrumava as suas ferramentas na mala, disse-me o seguinte:

 

 

Yamashita, num dos seus momentos de recolhimento.

 

De facto, a Aldima disse-te o essencial. Mas há outras formas de teres uma noção da distância a que estás do muro que te separa de Deus, se assim lhe quiseres chamar. Uma delas é avaliares a tua capacidade de reagires apenas com aceitação perante qualquer manifestação humana. Ou seja, até que ponto é que já te libertaste dos preconceitos, dos julgamentos e das críticas? Isto não significa que sejas incapaz de distinguir o que é correcto do que é incorrecto. Mas convém não apontar o dedo, lavrar sentenças, emitir ameaças ou sentir ódio pelo que sucedeu e por quem o provocou. Essas atitudes não atenuam nem resolvem nenhuma situação; apenas prejudicam quem as manifesta. Tu, neste caso. Outro indicador é a maior ou menor ausência de desejos pessoais. Este aspecto está relacionado com o teu grau de entrega aos níveis superiores (aqueles que tu achas que te transcendem, mas que na realidade fazem parte de ti), proporcionado pela magnitude da tua consciência. Portanto, tu só tens de eliminar a «distância» entre o coração – símbolo dessa «entrega» - e o ego, cuja missão é impedi-la. Quando o coração e o ego se juntarem, experimentarás o chamado «céu». Será de admirar que, depois de teres deixado de experimentar as aberrações da dualidade, te consideres no «Paraíso»? Não sabemos o que isso seja, mas sabemos que é possível. Para concluir a conversa, que tenho de ir desentupir uma banheira, a «distância» que te separa do tal «muro», corresponde à distância que separa a teoria, que tu já conheces de ginjeira, da prática que tu ainda não sabes o que seja!

 

Raios me partam se eu algum dia serei capaz de compreender o que esta gente me anda a dizer! Vou ter com elas na esperança de ficar mais esclarecido, mas a confusão cada vez é maior. São excelentes pessoas. Algumas até são minhas amigas, mas... Haja paciência! Que desassossego, credo!

publicado por Gerador de posts às 09:29

De Rita Galante a 25 de Novembro de 2010 às 18:00
Ahahah, este texto está fabuloso e cheio de humor!

Beijinhos,
Rita

De Arnaldo a 25 de Novembro de 2010 às 19:09
Realmente, o Ego é como um pau de dois bicos, tanto nos ajuda a crescer como nos empurra para o fundo do poço.
Precisamos todos de mais sabedoria divina, para que haja mais discernimento nas nossas mentes e assim podermos desenvolver mais a aceitação, de que nos fala o nosso querido amigo Yamashita .

De Agostinho Santos a 26 de Novembro de 2010 às 19:43
O caminho é aquele que escolhemos . . .
com um nível de consciência maior ou menor em cada momento!

A distância entre nós e o divino é a razão da nossa existência nesta dimensão ...
é por isso que aqui estamos ...
para crescer e tormarmo-nos:
mais iluminados ...
mais despertos ...
mais vibracionais ...
esse estado sublime que apenas muitos poucos atingiram, como Siddhartha Gautama ou Jesus entre outros!

Não há escala para medir este nível ascencional ! ! !
Apenas noções que podem ajudar a saber onde estamos ....
(Ler estas dicas da "A Nave dos Loucos")

Quem disser que está perto ou longe desse estado .... seguramente estará muito enganado!

Quanto ao Ser Divino ... Eu Sou Divino ! .... nem mais nem menos seja de quem for!

Somos TODOS UNO!

Um abraço de LUZ

De Ana Martins a 27 de Novembro de 2010 às 01:26
Que um pedaço de corda mede o dobro de sua metade, eu já sei. A minha questão é a seguinte:

porquê a necessidade de medir algo que a qualquer momento pode se alterar?

Porque não aproveitar a energia para fazer caminho apreciando cada passo, pois se ( e parece-me um facto que ninguém consegue medir a distância) pode ser o último antes do "muro"?

Afinal...Surge-me outra questão; porquê a necessidade do muro?

Eu por mim tenho alguma dificuldade em aceitar a minha divindade, mas não tenho dúvidas da mesma. Igualmente custa-me aceitar essa história de "muro", mas que seja.

Por mim quero ver se não me esqueço é de ter consciência, do caminho, o meu.

Um abraço.


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