Eis o resultado das interpelações feitas a alguns dos seus tripulantes e passageiros. As respostas é que não cabem na cabeça de ninguém!

Terça-feira, 07 de Dezembro de 2010

Não vem ao caso, mas sempre confesso que a costeleta de ontem me caiu muito mal. Às três da manhã ainda estava na cama a arrotar a olho frito. Claro que me levantei tarde. Andava eu a passear, a ver de desinchavam as olheiras, quando encontrei o Guevara que é um dos farmacêuticos da Nave dos Loucos. Desesperado, perguntei-lhe: Que devo eu fazer para passar a acreditar em Deus?

 

 

 

Guevara, na conversa.

 

Rindo-se descaradamente, o Guevara respondeu: Não tens de fazer nada! Estás interessado em acreditar em Deus? Mas… qual Deus? O que entendes tu por «Deus»? Seja como for, pouco importa. Basta que acredites na tua versão de «Deus», a expresses sinceramente, para seres um exemplo daquilo em que acreditas. Esta é melhor forma de sentires que acreditas em algo que te transcende. Mas fica quieto. O tempo do missionarismo já vai longe. Não te ponhas a convencer alguém a «acreditar em Deus», pois é uma tarefa complicada. Se te armas em missionário, é provável que acabes por chegar a conclusão de que é tempo perdido. Faz como eu, simplifica! Lembra-te: no dia em que alguém estiver pronto para «acreditar em Deus», como tu dizes, isso acontecerá naturalmente. Não precisará de quem o convença. De qualquer forma, se vieres a investir na «conversão» de alguém pergunta-lhe primeiro se ele quer passar a «acreditar em Deus». Por favor, evita persuadir ou convencer seja quem for a «converter-se» só porque tu achas que tal deve acontecer. É perfeitamente possível passares a viver feliz, em paz e irradiando Luz – que é o que interessa - sem «acreditares em Deus». Basta que te reconheças como um ser composto por uma parte terrena e outra supra terrena, as quais provêem da mesma fonte. Não será isso a mesma coisa do que acreditar a Deus?

 

Eu meto-me em cada uma! Quem me manda a mim andar por aí a chatear toda a gente com perguntas, quando a ressaca do alho frito me chegava perfeitamente? É muito bem feito, qu’é pra aprenderes!

publicado por Gerador de posts às 10:01

De Ana Martins a 26 de Dezembro de 2010 às 00:22
Deus é como cada um o concebe. A primeira vez que me lembro de me encontrar com ele foi no metro, foi breve. Por momentos ali estávamos; Eu e o mEu mestre. Muito giro foi o 2º encontro que também se deu no metro, alguns 13 anos depois. Ah, mas não nos perdemos mais de vista. Agora estamos regularmente, pena que ainda sejam momentos tão breves. Há que trabalhar, para manter uma fusão activa e de boa saúde.


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