Eis o resultado das interpelações feitas a alguns dos seus tripulantes e passageiros. As respostas é que não cabem na cabeça de ninguém!

Terça-feira, 14 de Dezembro de 2010

Uma semana depois da conversa com Monet, o dentista, voltou-me a vontade de continuar a pesquisar as razões da minha infelicidade. Para isso contribuiu o ter encontrado Worwick, uma das dactilógrafas da Nave dos Loucos. Estava ela a limpar, com limpa-vidros, o ecrã do seu computador quando lhe perguntei: “Olha lá, tu és da família da Dionne?”. E ela: “Não, porquê?” E eu: “Por nada. O que eu queria mesmo saber era se o despertar da mente para o caminho espiritual conduz a transformações emocionais?” Ela, deitando o lenço de papel, todo sujo, para o caixote do lixo, respondeu:

 

 

 

Worwick, com o namorado.

 

Segundo me parece, essas transformações são inevitáveis. Contudo, talvez tu gostasses de expandir a consciência continuando na mesma, sem alterar a estrutura dos padrões de comportamento. Será que queres deixar de ser a Bela Adormecida, mas não te dispões a receberes o beijo do Príncipe, que te despertará? O Príncipe da história é o Grande Espírito, que sempre esteve contigo. Mas ele só «dá o beijo» nos adormecidos que estão receptivos, pois não pode acordar quem não quer acordar. Meu amigo, tu não acordas porque alguém gostaria que tu acordasses. Cada um tem o seu próprio momento. E não vale a pena forçar. Contudo, a intenção de acordar e começar a ver as coisas de outra maneira implica autotransformação. Esse processo renovador, porém, ao contrário do que muitos ingénuos pensam (a espiritualidade está cheia deles!) pode ser longo e desagradável. Atenta no que eu te digo: não acredites se te disserem que recebes a chave da Sala da Paz, do Amor e da Abundância, através de uma “iniciação” de vinte minutos.

 

Não percebi grande coisa do discurso da dactilógrafa Worwick, mas apeteceu-me dizer-lhe que ela não precisava de dizer as coisas daquela maneira. Quem a ouvisse poderia pensar que certos “instrutores espirituais” iludiam os incautos com promessas aliciantes. Seria realmente assim?

publicado por Gerador de posts às 08:13

De Anónimo a 15 de Dezembro de 2010 às 15:31
Por estranhas associações de idéias, lembrei-me de uma mensagem de Kryon, em qu ele fala que uns sobem a montanha a pé e chegam ao cimo rotos, feridos e cansados e outros já lá estão muito repousados, sem uma ruga na roupa, sem um cabelinho fora do sítio. Os primeiros perguntam porquê e os segundos respondem que subiram a montanha de teleférico. Então pus-me a pensar como seriam esses espertos que foram de teleférico e veio-me a resposta desde o tempo da minha infância: esses são os que não esperaram para comer a melancia!
Se me permites recordar...
Uma vez, teria eu uns 9 anos, vinha da praia com outras crianças. Todos cansados, com fome e sede, lá íamos subindo a ladeira e eu a pensar na maravilhosa melancia que tinha visto de manhã em casa. Já na minha rua, agora a rua era plana, atrasei o passo, a antecipar o prazer de comer a melancia. Ia devagarinho, devagarinho para que o prazer depois fosse maior. E a sede a torturar. ..Já em casa, não me atirei imediatamente à melancia, para que o prazer fosse maior... Entretanto, quantas sedes já tinha eu sofrido!? :) Masoquismo?...

E assim, para que o prazer seja maior, quantos de nós não vamos adiando o momento de receber o beijo do príncipe? Masoquismo, medo...!
Mas enfim, cada um tem o seu próprio momento, como dizes e bem, Worwick

Enfim, foi o que saíu.
Mas sempre digo que o Espírito podia muito bem ter mandado um dos seus bocadinhos em carne e osso para ser o meu Príncipe na matéria, neste belo mundo sólido, Um beijo sólido, um abraço sólido... e a pessoa acorda mais fácilmente.

Um abraço para ti, W, cá da
Princesa





De Anónimo a 24 de Dezembro de 2010 às 12:07
Então Worwick, tinhas apagado o meu comentário?Não tinha reparado, mas se está com uma data anterior ao último só pode ter sido isso. Não me parece bem, ó menina dactilógrafa.
Não gostas de melancia, é? Deve ser isso...

Sabes, eu tenho sido muito ingénua, anjinha mesmo! Isso acabou!

Princesa (da raça reptiliana, chérie...)

(se não escrevesse isto ficava com prisão de ventre...
Adeus, comadre

De Anónimo a 24 de Dezembro de 2010 às 23:28
Afinal não tinha apagado, peço desculpa. Já percebi como isto funciona, estes blogues do sapo são diferentes.

já não chateio mais. foi por causa de um certo trauma.



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